7 horas da manhã. O dia ainda não nasceu. Sigo viagem no alfa pendular com destino ao Porto. Sinto um friozinho na barriga quando viajo, como se fosse sempre a primeira vez.
Cada vez que viajamos a experiência é diferente, mesmo que o destino seja o mesmo. Até podemos fazer exactamente as mesmas coisas, igualzinho sem tirar nem pôr, que o nosso olhar será sempre diferente!
Gosto de viajar, de descobrir novos lugares, novas gentes. Definitivamente, tenho a génese dos nossos antepassados no meu sangue. Daqueles que partiram por esses mares em busca de novos portos onde atracar, novas culturas para conhecer, novos horizontes…

Olho pela janela e o sol já dá o ar da sua graça, já nos dá os seus bons dias. Digno de uma fotografia. Lá, naquele horizonte que parece tão distante e tão perto ao mesmo tempo. Naquele lugar que não sabemos muito bem onde é mas que admiramos.
A viagem dura quase 3 horas. Horas em que podemos registar tantos momentos. Tenho por companheira a máquina fotográfica. Ou o smartphone. Algo com que possa registar tudo aquilo que o meu olho vê e pelo qual se apaixona. Porque a fotografia é isso mesmo. É algo de todos e de um só. É algo tão universal e tão particular ao mesmo tempo. Tão de cada um de nós. São memórias que escolhemos captar e que assim ganham mais valor. Eternizam-se.

Chego ao Porto e sinto-me aconchegada. O dia passa-se a descobrir cada recanto, cada rua… Vejo uma cidade sombria mas cheia de mistério. Uma cidade com tanto para nos dar.
Desde “a ribeira até à foz” como já se dizia na música de Rui Veloso.
Lembro-me de há uns dias ter visto uma imagem no Pinterest com ideias sobre decoração. E agora, ao caminhar por aqui, vejo nesta cidade todo o potencial para pôr essa ideia em prática!

Basicamente, pegamos em objectos simbólicos de uma viagem e emolduramos tudo! Desde as moedas que nos sobraram no fim do dia, aos bilhetes do comboio ou do metro, ao postal que comprámos na lojinha da estação, quando o comboio já estava quase a partir.
Nenhuma recordação se deixa para trás! E todas elas merecem destaque em nossa casa, merecem estar à vista! Se for como eu, há sempre aquele cantinho lá em casa que ainda está meio despido, sem graça, e do qual não sabemos muito bem o que lá pôr. Então está na hora de lhe dar vida!
Quando convidarem os amigos para uma jantarada vai ser garantidamente um motivo de conversa e de avivar boas memórias. E porque não, surpreender também, a nossa cara-metade ou o melhor amigo com uma prenda destas?
Experimente! Ah, e já agora, partilhe connosco o resultado final e quem sabe até, a história da sua viagem, aquela onde tanto fotografou, e onde tanto foi feliz!



