O mundo nas nossas mãos

Rita e Joana. Duas irmãs. Uma viagem por três países. Uma máquina fotográfica. E 4 mãos.

E é através destas mãos, da Rita e da Joana, que ficamos a conhecer mais alguns pedaços do mundo. E de experiências. E de memórias.

Rita Martins é estudante de ciências farmacêuticas. A irmã, Joana, é farmacêutica. Partilham o gosto pelas viagens e pela fotografia, uma paixão em parte influenciada pelo facto do seu pai ser fotógrafo amador. E já o avô também o era.

“Existiram sempre máquinas, rolos e slides nas viagens.”, conta-nos Rita, confessado que todo este processo já lhes está nos genes, sendo também uma forma de se desenvolverem artística e criativamente.

Joana e Rita
Joana e Rita

” Procuramos não só fazer registos mas tirar boas fotografias. Algo com a energia e a essência desse momento. Recusamo-nos a tirar selfies, por exemplo. Procuramos ângulos interessantes, paisagens, perspectivas diferentes e cores saturadas. Gostos, apenas.”

E foi ao fazer um InterRail, no ano passado, que surgiu o projecto “Viagem nas Mãos”, em que fotografam nas suas mãos o que vão encontrado pelo caminho nas mais diversas paragens, constituindo assim um verdadeiro álbum de recordações, diferente e muito original.

Viagem nas mãos

“É uma forma de lembrar algo efémero, que marcou esse local ou situação. Queríamos guardar algo não físico. Na realidade, a única coisa que tínhamos para fotografar todos os dias, éramos nós próprias. Quando num dos primeiros dias em Dubrovnik, andávamos à procura de fruta para termos connosco, encontrámos um mercado de rua onde uma vendedora nos ofereceu uma uva para provarmos. O gesto foi tão simpático que não procurámos mais e compramos-lhe as uvas. Fotografamos então o cacho nas mãos da Joana, pelo facto de as uvas serem gigantes, uma vez que as mãos funcionariam como escala.”, explica.

Uvas do mercado de Dubrovnik

Rita e Joana viajaram pela primeira vez pelas praias paradisíacas da Croácia e deixaram-se deslumbrar pelo verde da Eslovénia. Quiseram ainda voltar a repetir a comida e vivenciar a arte de Itália.

Viagem em Mãos - Euro da Fontana di Trevi

“O momento que recordamos com mais carinho corresponde à estadia em casa de um amigo nosso em Parma, cidade onde a Joana já fez Erasmus. Fomos recebidos pela sua família de 8 elementos, com imenso calor e carinho e que nos tratou como se fossemos mais duas filhas. O ponto alto? Cozinhar tortelli de abóbora, servido com parmigiano reggiano e prosciutto.”, relembra.

Viagem nas mãos - comida italiana

O projecto surgiu por acaso mas, com a exposição pública, tem sido bastante elogiado. A base será sempre, segundo nos conta Rita, a diversão e o mostrar a sua perspectiva das coisas. Tanto podem continuar a fazê-lo desta forma, como inventar algo novo para as próximas viagens, que ainda estão a ser sonhadas. Só é preciso é ter “olho atento, o resto vai surgindo. Nas viagens, e na vida, é respirar fundo e apreciar o momento.”

Viagem nas Mãos - caranguejo em Split

Tão bem dito! Apreciar o momento. Captar instantes. Guardar Memórias. Sentir o mundo nas mãos.

Passá-las para papel. Porque os sentimentos também se imprimem. As emoções também se emolduram.

E é tão bom entrar em casa, depois de um longo dia, e olhar em volta… ver pedaços de história que nos fizeram felizes. Faz-nos sentir de novo renascidos, com outro ânimo, outro estado de espírito. Porque já dizia a canção “…e recordar é viver!”

Em jeito de final, permito-me roubar uma frase da Joana, que me marcou na nossa conversa e que resume tudo:

“Só se vive uma vez. Se houver uma máquina fotográfica, revive-se esse instante de novo”.

A Fotografia é uma viagem sem fim

7 horas da manhã. O dia ainda não nasceu. Sigo viagem no alfa pendular com destino ao Porto. Sinto um friozinho na barriga quando viajo, como se fosse sempre a primeira vez.

Cada vez que viajamos a experiência é diferente, mesmo que o destino seja o mesmo. Até podemos fazer exactamente as mesmas coisas, igualzinho sem tirar nem pôr, que o nosso olhar será sempre diferente!

Gosto de viajar, de descobrir novos lugares, novas gentes. Definitivamente, tenho a génese dos nossos antepassados no meu sangue. Daqueles que partiram por esses mares em busca de novos portos onde atracar, novas culturas para conhecer, novos horizontes…

Viagem ao Porto: Rio Douro e Ponte D. Luiz
Fotografia de Ana Rita Noura Silva

Olho pela janela e o sol já dá o ar da sua graça, já nos dá os seus bons dias. Digno de uma fotografia. Lá, naquele horizonte que parece tão distante e tão perto ao mesmo tempo. Naquele lugar que não sabemos muito bem onde é mas que admiramos.

A viagem dura quase 3 horas. Horas em que podemos registar tantos momentos. Tenho por companheira a máquina fotográfica. Ou o smartphone. Algo com que possa registar tudo aquilo que o meu olho vê e pelo qual se apaixona. Porque a fotografia é isso mesmo. É algo de todos e de um só. É algo tão universal e tão particular ao mesmo tempo. Tão de cada um de nós. São memórias que escolhemos captar e que assim ganham mais valor. Eternizam-se.

Viagem ao Porto - Torre dos Clérigos
Fotografia retirada do site pixabay.com.pt

Chego ao Porto e sinto-me aconchegada. O dia passa-se a descobrir cada recanto, cada rua… Vejo uma cidade sombria mas cheia de mistério. Uma cidade com tanto para nos dar.

Desde “a ribeira até à foz” como já se dizia na música de Rui Veloso.

Lembro-me de há uns dias ter visto uma imagem no Pinterest com ideias sobre decoração. E agora, ao caminhar por aqui, vejo nesta cidade todo o potencial para pôr essa ideia em prática!

Exemplo de emolduramento em caixa, retirado do blog “Athletes Abroad”, que pode ser efectuado numa loja Fotosport.

Basicamente, pegamos em objectos simbólicos de uma viagem e emolduramos tudo! Desde as moedas que nos sobraram no fim do dia, aos bilhetes do comboio ou do metro, ao postal que comprámos na lojinha da estação, quando o comboio já estava quase a partir.

Nenhuma recordação se deixa para trás! E todas elas merecem destaque em nossa casa, merecem estar à vista! Se for como eu, há sempre aquele cantinho lá em casa que ainda está meio despido, sem graça, e do qual não sabemos muito bem o que lá pôr. Então está na hora de lhe dar vida!

Quando convidarem os amigos para uma jantarada vai ser garantidamente um motivo de conversa e de avivar boas memórias. E porque não, surpreender também, a nossa cara-metade ou o melhor amigo com uma prenda destas?

Experimente! Ah, e já agora, partilhe connosco o resultado final e quem sabe até, a história da sua viagem, aquela onde tanto fotografou, e onde tanto foi feliz!

As palavras também contam

Um foto livro ou um álbum digital pode ficar completo apenas com fotografias, no entanto há sempre qualquer coisa que podemos dizer para acompanhar uma boa imagem! As palavras importam! Quando estamos a criar um álbum de recordações nem sempre sabemos quais são as palavras que devem acompanhar memórias tão bonitas, muitas vezes deparamo-nos com essa dificuldade. Para vos ajudar na criação das vossas recordações fizemos uma compilação de algumas frases para alguns dos temas mais escolhidos para a criação de foto livros e álbuns digitais e ainda vos damos algumas dicas para encontrar as frases ideais, esperamos que gostem!

Um foto livro com as tuas fotografias 

– A cada manhã o mundo é novo para mim.
– Metade de mim é amor, a outra metade também!
– Ai de mim, se não fosse eu!
– Cada um tem de mim exatamente o que cativou.
– Só eu sei quem sou…
– Ela quis por isso ela fez!
– A grandeza não está em tocar sempre a melhor música, mas em aprender a dançar corretamente todas as melodias.

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Um foto livro com os melhores momentos a dois

– É tão bom morrer de amor e continuar vivendo.
– A sorte do meu sorriso é que tem como motivo.
– Não preciso de 1000 motivos para sorrir, és o suficiente!
– “Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?” Fernando Pessoa
– “Mais servira, se não fora. Para tão longo amor tão curta a vida!” Luís de Camões
– Ninguém separa o que nasceu para ficar junto!

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Um foto livro para a Mãe

– Tudo o que sou devo-te a ti, Mãe.
– Mãe, posso tentar fazer tudo para retribuir o que fizeste por mim, mas sei que não vou conseguir chegar perto, então queria deixar registado todo o amor que sinto por ti.
– Um amor mais forte que tudo, mais obstinado que tudo, mais duradouro que tudo, somente o amor de mãe.
– Deus não pode estar em todos os lugares e por isso fez as mães.
– Não há Mãe para a minha Mãe!

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Um foto livro sobre uma viagem

– “Para Viajar, basta existir.” Fernando Pessoa
– “A felicidade não é o destino onde chegamos, mas a forma como viajamos.
– “Como qualquer grande viajante, vi mais do que me posso lembrar e lembro-me mais do que poderia ter visto…” Benjamin Disraeli
– “Viajar! Perder países! Ser outro a cada dia!” Fernando Pessoa
– A vida é pequena e o mundo é grande!

travel
Se prefere encontrar as suas próprias frases para tornar o foto livro ou o álbum mais pessoal, há formas simples de o fazer:

1) Procure usar expressões que sejam usadas pelo casal/ família/ Mãe regularmente
2) Esteja atento/a à banda favorita da outra pessoa para poder usar versos de várias músicas dessa banda
3) Pesquise as falas daquela personagem daquele filme que o/a marcou tanto
4) Utilize quadras ou frases de poetas/ autores conhecidos e marcantes
5) Quando criar o seu foto livro/ álbum digital faça-o com uma música ambiente para a inspiração fluir

E então? Vamos criar? 🙂